Com que frequência vale a pena receber Reiki?

Algumas pessoas recebem uma sessão de Reiki em um momento específico e sentem que tiveram o que precisavam. Outras incorporam a prática à vida como mais uma forma de cuidado, assim como cuidam da alimentação ou do descanso. E há quem passe por uma fase difícil e precise de sessões mais próximas para se sentir amparado.
Por isso, quando alguém me pergunta com que frequência vale a pena fazer Reiki, minha resposta quase sempre começa com outra pergunta: o que você deseja acompanhar? A frequência ideal não é a mesma para uma semana estressante e para um luto, um tratamento médico ou um processo profundo de mudança.
Neste artigo, explico como pensar na frequência do Reiki de acordo com sua situação, o que observo em quem o recebe regularmente e como perceber o ritmo de que você precisa.
A frequência depende do que você deseja acompanhar
Existem três formas principais de receber Reiki, cada uma com seu ritmo. Conhecê-las ajuda a identificar qual combina melhor com o que você está vivendo.
Uma sessão pontual
Ela é indicada quando você passa por uma situação concreta: uma semana de muito estresse, uma notícia difícil ou uma mudança importante. Uma única sessão pode ajudar a recuperar o equilíbrio naquele momento, sem que você precise se comprometer com um processo mais longo se não sentir necessidade.
Um processo contínuo
Quando aquilo que você deseja acompanhar dura mais tempo, como um luto, uma fase de muita ansiedade ou um problema de saúde, pode valer a pena receber Reiki com mais regularidade. Se você está passando por um tratamento médico, por exemplo, o Reiki pode ser um apoio valioso durante esse período. Nesses casos, as sessões costumam acontecer de uma a três vezes por semana.
Um cuidado preventivo
Algumas pessoas recebem Reiki mesmo quando não estão passando por nada especial, como forma de cuidar da energia antes que apareça um desequilíbrio. Para esse tipo de cuidado, sessões mais espaçadas costumam bastar, por exemplo uma vez por mês ou quando você sentir necessidade.
O que observo nos processos contínuos de Reiki
Além das sessões pontuais, acompanho pessoas que recebem Reiki regularmente há bastante tempo, algumas uma vez por semana e outras até três. Essa é uma das partes do meu trabalho de que mais gosto, porque me permite ver algo que uma sessão isolada não mostra: como um processo evolui.
Em cada sessão observo o estado energético da pessoa. Ao acompanhá-la por tanto tempo, consigo perceber as diferenças de uma sessão para outra. Vejo como a energia se movimenta: centros que no começo pareciam muito bloqueados vão se equilibrando, enquanto aqueles que continuam desequilibrados indicam com mais clareza quais aspectos da vida precisam de atenção.
O que as pessoas me contam combina com o que observo na energia delas. Dizem que dormem melhor, reagem de outra forma a situações que antes as sobrecarregavam e se sentem mais estáveis. Essas mudanças não surgem de um dia para o outro: elas são construídas sessão após sessão, e talvez por isso sejam tão consistentes.
Sinais de que você pode precisar de sessões mais frequentes
Às vezes, o corpo e as emoções mostram que uma sessão isolada não basta. Estes são alguns sinais de que uma frequência maior de Reiki pode fazer sentido:
- O alívio dura pouco: você se sente muito bem depois da sessão, mas em poucos dias volta ao mesmo estado.
- Você está passando por um processo longo: luto, separação, tratamento médico ou mudança de vida que não se resolve em uma semana.
- O estresse é constante: você trabalha sob muita pressão ou vive em um ambiente que desgasta todos os dias.
- Você tem dificuldade persistente para dormir: o descanso não melhora e o cansaço se acumula.
- Você está em uma fase de transformação: surgem emoções, memórias voltam e as mudanças pedem apoio.
Como perceber de que frequência você precisa
O melhor guia é observar como você se sente nos dias seguintes a cada sessão. Por quanto tempo dura a sensação de calma? Quando você começa a sentir a tensão voltar? Essas respostas oferecem uma pista clara sobre o ritmo de que sua energia precisa.
Também ajuda ouvir sua intuição. Muitas pessoas sentem, quase sem pensar, que chegou a hora de outra sessão. Esse impulso costuma ser bastante certeiro e vale a pena levá-lo em conta em vez de esperar por uma data fixa.
É possível receber Reiki demais?
Essa é uma dúvida comum, e minha resposta é tranquilizadora: o Reiki não provoca sobrecarga energética. A energia atua da forma mais adequada para quem a recebe, e cada pessoa absorve apenas o que precisa. Por isso, do ponto de vista energético, receber sessões próximas não representa um risco.
Na verdade, a continuidade é uma vantagem nos processos mais longos. Cada sessão retoma o trabalho de onde a anterior parou, o que permite aprofundar aspectos que em um único encontro apenas começam a se mover.
Se você foi iniciado em Reiki
Se você concluiu o primeiro nível de Reiki, já tem uma ferramenta valiosa: o autotratamento. Na tradição do Reiki, recomenda-se praticá-lo todos os dias, nem que seja por alguns minutos, para manter sua energia equilibrada e apoiar seu próprio processo.
A prática diária diminui bastante a necessidade de receber Reiki de outra pessoa com frequência. Ainda assim, há momentos em que uma sessão externa acrescenta algo: quando você passa por uma situação mais profunda, quando é difícil manter a prática ou quando precisa que outra pessoa observe sua energia de fora.
Como encontrar seu próprio ritmo
Se você nunca recebeu Reiki, o mais simples é começar com uma sessão pontual. A partir do que observo nesse primeiro encontro e do que você sentir nos dias seguintes, podemos descobrir juntos qual frequência faz mais sentido para seu momento e ajustá-la conforme o processo avança.
Você pode saber mais sobre minhas sessões de Reiki à distância. Lá explico como trabalho, o que acontece durante a sessão e o que está incluído no relatório que você recebe depois.
Artigos relacionados
Deixe um comentário